sábado, 16 de janeiro de 2010

Biografia para o livro de formandos Janeiro 2010

Dessa vez quem escreveu foram amigas, e sobre mim:




Doris chegou a Viçosa sem conhecer o lugar onde iria morar. Já no primeiro dia de aula foi à luta procurar um novo lar. Tantos becos e barracos, até no Titanic ela foi. Quando encontrou, foi montar o “apertamento”, junta daqui e dali. A primeira compra de supermercado ficou pra história, goiabas rolaram rua abaixo. Em casa era pau pra toda obra, tem uma força fora do normal!
Doris e sua amiga-irmã Tarcila eram um caso a parte: as duas meninas de Mariana. Ganhou um irmão também, o Leandro era visita certa na Casa Aberta. Fez amizades muito boas: Shaila, Regiani, Graicy Kívian, Bella, Darlene, Pati, Elsa, Renata, com elas formava o grupinho da Economia Doméstica.
É uma menina muito doce e calma. Simpática, verdadeira e com um sorriso lindo sempre passou o ar de uma moça com personalidade forte e senso de justiça. E sim, ela tem um pé na bicho grilagem! Mas é uma "BG" estilosa, elegante que ela só e como é bonita... por fora e por dentro. Seu cabelo, que não aceita chapinha, de modo algum nega suas origens! Cheia de habilidades para as coisas bonitas! Muito criativa, enfeitou vários cabelos e pescoços das amigas. Ela tem mesmo muitos dotes, é uma super culinarista, fez famosas reuniões de amigas regadas a pão de queijo!
Doris e sua paixão por música: não vive sem! E as madrugadas ligada em seu notebook? Será com quem ela conversava? Tem também o gosto por diversos cremes: cabelo, rosto, corpo, potes e potes. Adorava receber visitas, reclamou muito das escassas visitas da família e amigos de Mariana, sua cidade maravilhosa.
Estudante competente, responsável, inteligente e dedicada. Sempre que podia ajudava as amigas, quebrou vários galhos e árvores. Os trabalhos foram inúmeros e ela deu conta de todos. Dedicou-se principalmente à extensão, passou por momentos de estresse e desespero, mas depois se deu muito bem. Tiveram também os eventos acadêmicos, ela foi a muitos! Sem contar os dias que ela ia à UFV aprender ou ensinar a bordar, fazer colares, cartões e caixas.
A Doris apaixonada teve umas aventuras, com direito a pegar a chave de casa na padaria, mas sempre foi quietinha. Ela arrasando corações? Mexeu bastante com os homens de outros continentes, e do Brasil também, durante os anos em Viçosa chamou muita atenção.
No início a Doris não gostava de muitas festas, mas ao longo do tempo as coisas mudaram, era festa de tudo que é jeito. Pagode, axé, rock, funk, zouk, sambinha e até sertanejo, rodízios de pizza, Leão, Flor & Cultura e os “esquentas” que eram os melhores. Muita animação e alegria, ou por causa das companhias ou por causa dos vinhos, mergulhões e ices.
Depois de curtir muito em Viçosa ela voltou para Mariana no último período pra começar a ralar e bota ralar nisso. O que fica é a lembrança de tudo que viveu, a saudade e as novas experiências. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O palhaço travesso - Das meninices da vida



De vez em quando, ao ver um menino correndo pelo jardim, ela sentia saudade de ser criança o tempo todo.
Lembrava de suas brincadeiras, sonhos, idéias...

As preocupações eram de escala bem menor, a espontaneidade podia ser vivida mais intensamente, nada tirava a alegria, o sorriso sempre estampado na cara. Os erros eram simples e traziam grandes descobertas. 





    


Depois de pensar em tudo isso, ela via que não precisava de deixar de ser criança na maior parte do tempo, que muitas idéias e sonhos ainda persistiam. E assim seguia brincando de fazer cócegas, dançando na chuva e distribuindo sorrisos...




domingo, 8 de novembro de 2009

Sensações violeta

Dia com noite bonita, saíram para passear.
E naquele dia os beijos tinham cores. De olhos fechados, sentindo os lábios dele tocando os seus, ela via revoluções cor de violeta.
Na primeira vez que isso aconteceu ela achou que fosse um breve delírio, mas aquilo se repetiu por inúmeras vezes. Círculos se formavam em diversas nuances...




Gostava do sorriso dele. Naquele sorriso ela encontrava a leveza da qual gostava, sentia-se leve também.
Olhava-o e em seu olhar percebia o quanto ele era doce, ela adorava açúcar. Experimentando aquela gostosa sensação de ver cores no beijo, ela ria feliz e eles continuaram ali a observar a lua. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Congado


Certo dia, estava em casa, no meu quarto, quando ouví sons de tambores. Lembrei que era Festa do Divino em uma das igrejas perto. Mais que depressa saí ,do jeito que estava mesmo, com o cabelo cheio, roupa de ficar em casa, correndo para ver o cortejo que passava. O cenário estava perfeito, a rua calçada de pé-de-moleque, o dia frio e um pouco escuro, iluminados pelas velas que vinham em suportes de material reaproveitado, pessoas concentradas no momento. Os diferentes cantos de cada terno de congado se misturavam e ao mesmo tempo era possível distingui-los. Acompanhei aquela manifestação de que tanto gosto até a igreja e esperei o momento da saída deles, fascinada com toda a magia. Já em casa, ainda tomada pela beleza da cultura mineira e força de um povo consegue preservar uma tradição vinda do outro lado do 'Atlântico Negro', escrevi as linhas abaixo, que talvez não façam muito sentido, mas que saíram num momento muito feliz e cheio de admiração.


Cores e brilho,
Espelhos,
Diferentes grupos, diferentes ternos, diferentes ritmos e toques.
Os ritmos, os batuques, as cores, as pessoas.
Conservação da cultura, resistência no tempo.
Cantos a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito...
Crianças e idosos juntos na canção,
Pessoas simples, unidas numa tradição.
Tambor, pandeiro
Valorização de sua origem.
Reis, pessoas de valores
CULTURA POPULAR
Tudo isso em meio ao cenário de casas antigas, com pessoas a admirar.





segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Coisas que rodam na minha cabeça...

Meus breves devaneios são tolos
E ao mesmo tempo fazem sentido

Sinto-me assim o tempo todo
Entre a razão e a loucura
O impulso e precaução

Entregar-se por inteiro
Ou guardar-se
Tudo depende do momento
Da vontade

Talvez seja mais simples não pensar no amanhã
Mas quando ele chegar o que eu faço?

Sigo com meus pensamentos sobre ser
Sendo quem sou
E tentando ser eu mesma.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Como uma lua


Lua se escondendo
Tímida, brincava no céu
Em outros dias, cheia e clara
Mostrava-se e gostava de ser admirada.

As estrelas faziam companhia a ela
Poucas ou numerosas, eram o diferencial para o cenário
Brilhavam ao seu lado trazendo alegria.

De repente uma estrela cadente!
Um ser luminoso correu a escuridão
E então a lua se sentiu completa
Para ela aquela noite não podia ser melhor.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vontade

Desejo, querer algo. Para conceituá-la Descartes, Schopenhauer e outros filósofos são muito mais indicados. Por vezes pode-se satisfazê-la, em outras o superego tem que falar mais alto. Das mais simples como a vontade de comer um doce às mais complexas como vontade de ter o que não se pode. E as vontades influem nas decisões, escolhas... E estas são as partes da vida. Sigo então com minhas vontades, maiores ou menores dependendo do contexto e do estímulo.


“Todo mundo tem alguma vontade
Alguma coisa instigante
Algo incontrolável, diferente
Um desejo alucinante

Todo mundo tem alguma vantagem
Ninguém é totalmente ruim
A sua vantagem é a minha vontade
De trazer você pra perto de mim

Vontade pode ser ímpeto
Pode ser reflexo
Vontade pode ser momento
Ou apenas sexo

Eu sou o homem
Você é a mulher
O homem só quer
O que a mulher também quer

Vontade
Desejo
Fissura
Paixão”

Vontade – Paulinho Moska